Sobrevivente de execução revela que amigo foi morto por dono de “boca de fumo”

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Um dia antes de ser executado com dois tiros na área rural de Vilhena, o ajudante de construtor Anderson Luiz Rauta, de 32 anos, havia sido denunciado na polícia por sua ex-amásia, acusado de sumir com a motocicleta Honda CG 150 Fan.

Na noite de ontem, Anderson foi levado, junto com outro homem, para as proximidades da indústria Moura e Paz, nos arredores da cidade, onde foi morto a tiros quando tentava fugir de seus algozes. O colega dele, CBR, de 26 anos, conseguiu escapar e ligou para os Bombeiros.

Horas antes do assassinato, a ex-companheira de Rauta, uma mulher de 32 anos, foi até a Unisp e disse que, no dia anterior, ele havia pedido a motocicleta emprestada a ela, alegando que iria socorrer o pai, que estava com o carro quebrado.

A denunciante alegou na polícia que, no primeiro contato, Anderson alegou ter emprestado a moto para um amigo, mas não disse o nome. Depois, ela tentou falar com ele várias vezes, mas Rauta não atendia as ligações.

A mulher, então, atendeu a chamada de uma pessoa que não se identificou, mas disse que estava com sua moto. O homem contou que a havia pegado de Anderson, mas só devolveria o veículo quando fosse feito um pix de R$ 800,00 em sua conta.

A ex-amásia do homem assassinado disse desconfiar que, por ser dependente, ele tivesse deixado a motocicleta em alguma boca de fumo para quitar dívida de drogas.

SOBREVIVENTE REVELA NOME DO ASSASSINO
O rapaz de 26 anos que sobreviveu à execução e foi operado no Hospital Regional, teve alguns órgãos internos atingidos pelo disparo que levou, mas já voltou para a enfermaria e não corre risco de morrer.

Confirmando a desconfiança da esposa de Rauta, o sobrevivente explicou que ele havia mesmo “penhorado” a moto da ex-companheira numa boca-de-fumo em troca de drogas.

O jovem que escapou da morte contou que ele e Anderson haviam deixado a moto na “boca” e levado os entorpecentes, que consumiram juntos. Quando o produto acabou, os dois foram até o ponto de tráfico para buscar mais, afinal, haviam entregado a motocicleta.

O dono da “boca”, cujo nome o sobrevivente revelou à polícia pediu que ele e Rauta entrassem num VW vermelho para irem buscar mais drogas. Após chegarem ao local onde aconteceria a execução, o traficante ordenou que todos descessem do veículo e arrastou Anderson para o meio do mato.

Enquanto era dominado por um “mata-leão” aplicado pelo comparsa do “boqueiro”, o jovem ouviu gritos por socorro do companheiro, que acabara de ser assassinado.

Quando o assassino voltou, com a arma na mão, o jovem que estava sendo dominado reagiu, entrando em luta corporal com o homem que o segurava para ser morto e saiu correndo.

Na fuga, a vítima foi atingida nas costas e na região da cintura, mas conseguiu correr até o barracão do SAAE, de onde pediu ajuda.

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