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Laudo confirma que morte de bebê de 1 ano foi por asfixia provocado pelo pai

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Laudo da Perícia Oficial e identificação Técnica (Politec) apontou que Denilson Jesus Salvaterra, de 22 anos, matou seu filho, de apenas 1 ano e 8 meses, por asfixia decorrente de esganadura. Ele usou uma das mãos para tampar a boca da criança e a outra para pressionar o pescoço do menino, que foi a óbito no dia 20 de junho, em Primavera do Leste (231 km de Cuiabá).

O Repórter MT conversou com o delegado Allan Vitor Sousa da Mata, responsável pelo caso. Segundo ele, o homem também chegou a sacudir a criança, que bateu a cabeça em uma divisória e ficou com lesões.

“Pelas lesões encontradas, é sinal de violência clara. Ele tentou dar uma amenizada na sua versão, mas não se exclui qualquer tentativa de culpa ou excesso. Ele agiu para matar”, afirmou o delegado.

O laudo também excluiu qualquer hipótese de enforcamento por cabo de celular, algo que foi alegado por Denilson, quando levou o menor para uma unidade de saúde. “A médica legista não encontrou lesões internas que indicassem a utilização de fios e cabos na morte.”

Ainda segundo o delegado, a mãe estava dormindo no momento do crime. “Ele matou a criança para impedir o choro. A mãe chegou a acordar com o barulho, mas voltou a dormir, já que não ouviu mais nada”, explicou.

O inquérito foi concluído nesta quinta e o pai da criança foi indiciado por homicídio qualificado cometido por motivo fútil, asfixia e mediante dissimulação. Ele está preso preventivamente.

Perícia e flagrante

Após o acionamento da Politec, uma análise preliminar do corpo da vítima constatou sinais de lesão na parte interna dos lábios, demonstrando que alguém teria feito força para tapar a boca da criança. O exame de necropsia realizado pela equipe médica da Politec de Rondonópolis apontou lesões na parte interna da cabeça e hemorragia no cérebro.

A mãe da criança também foi ouvida pela Polícia Civil e alegou que não percebeu nada, mas relatou ter visto o marido na sala alimentando a criança durante a madrugada e quando ele colocou o filho para dormir.

Com os indícios apontados na perícia preliminar, o pai da criança foi preso em flagrante e a Polícia Civil representou à Justiça pela conversão em prisão preventiva. “Os vestígios encontrados derrubaram a versão apresentada pelo suspeito, sendo realizada a sua prisão em flagrante pelo crime de homicídio qualificado” explicou Allan Vitor.

Relembre o caso

Denilson Jesus Salvaterra, 22 anos, foi preso em flagrante no dia 20 de junho. A Polícia Civil foi acionada assim que a criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde foi constatada a morte do menino.

O pai apresentou a versão de que deu a mamadeira para o menino por volta das 03h30 e que, em seguida o colocou para dormir. Ele alegou que teria deixado o celular carregando em uma tomada próximo de onde a criança estava.

Pela manhã, segundo a versão apresentada pelo pai, teriam percebido que a criança estava com o carregador enrolado no pescoço, além da boca roxa e sem apresentar respiração.

Em análise preliminar do corpo da vítima, equipe da Politec constatou que havia sinais de lesão na parte interna dos lábios, demonstrado que alguém teria feito força para tapar a boca da criança. Ainda relatou que a vítima apresentava sinais de asfixia.

A mãe da criança disse não ter ouvido nada, mas afirmou ter visto o marido alimentando a criança durante a madrugada.

Com base no resultado da perícia, o delegado Allan Vitor de Souza Mata, deu voz de prisão em flagrante ao pai da vítima.

Do reporter MT

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