Ji-Paraná, aos 44 anos de criação, consolida-se na condição de segundo maior município de Rondônia

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Ji-Paraná, 131 mil habitantes, 6,8 mil km², a 373 quilômetros de Porto Velho, chega ao 44º ano de sua criação. Ela é a segunda maior cidade do estado e a primeira do interior de Rondônia. Em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel concedeu emancipação política à antiga Vila de Rondônia (que também fora Vila Urupá nos anos 1950), através da Lei nº 6.448. A autonomia teve início com a instalação municipal,  em 22 de novembro.

É de 5,2% o índice de participação do município na arrecadação estadual de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), informa o ranking 2020-2021 elaborado pela Associação Rondoniense de Municípios.

Duas empresas gigantes no beneficiamento de arroz e feijão vendem aqui para diversos estados brasileiros e exportam para diversos países sul-americanos. Uma delas também fabrica temperos e paçoca. Ambas adquirem toda matéria-prima em sítios e fazendas.

Despontam entre os maiores estabelecimentos comerciais um grande hipermercado e dois atacadões.

Entre 1978 e 1979, as primeiras camadas asfálticas cobriam o leito da rodovia BR-364, diminuindo a poeira entre os seus dos setores. Dali para a frente, a segunda maior cidade do estado passou a ser mais reconhecida pelo governo territorial e depois, pelo estadual.

Nesse ritmo, Ji-Paraná recebe atualmente atenção máxima do governo Marcos Rocha. Por meio do Departamento de Estadas de Rodagem e Transporte (DER), está sendo realizada a construção da ponte sobre o Rio Urupá, na RO-135, que durante décadas tinha mão única e dificultava o tráfego, porque apenas um veículo fazia normalmente a travessia, sem o espaço para carros em sentidos opostos.

Em novembro de 2020, a nova ponte com 150 metros de extensão, 11 m de largura e pista dupla, facilitou o fluxo de travessia nos dois sentidos. Circulam no município 99,7mil veículos, conforme dados do IBGE apurados em 2020.

“Tivemos outra espera de mais de 20 anos: a pavimentação asfáltica do Anel Viário, com aproximadamente 13 quilômetros, entre dois pontos da BR-364, que desafoga o trânsito de veículos pesados no perímetro urbano”, lembra o prefeito Isaú Fonseca (MDB).

Grato ao governo estadual, ele vê maior tranquilidade na população que há décadas via a cidade crescer, o trânsito empacar, sem fluir o necessário. “Essas duas obras eram muito esperadas, finalmente foram entregues, não há mais congestionamento no Centro, a melhoria”, destacou o prefeito Fonseca.

Recentemente, mediante termo de cooperação com a prefeitura, o governo estadual concluiu as melhorias na infraestrutura interna e externa do Aeroporto José Coleto; e recapeou o asfalto da RO-480 (a estrada de acesso). “Ji-Paraná situa-se na rota obrigatória para quem vem do Centro-Oeste, Sudeste ou do Sul brasileiro, rumo à Capital de nosso Estado”, disse ainda o prefeito.

Nova Colina e Nova Londrina são os seus distritos. Do ponto de vista urbanístico, a expansão de loteamentos é notável. Com o crescimento da cidade, surgiu o terceiro distrito (aqui, na referência aos dois, um de cada lado do Rio Machado) depois do Rio Urupá. É lá que se situam algumas indústrias, diversos residenciais, a universidade, entre outros.

Começo do asfaltamento da BR-364, entre o final dos anos 1970 e início dos 80

ORIGEM DO NOME

O nome do município tem origem na expressão da língua geral setentrional jy paraná, que significa “rio dos machados”, através da junção de jy (machado) e paraná (rio).

É uma alusão ao grande número de pedras que se pareciam com machados indígenas no então Rio Ji-Paraná, atualmente conhecido como Rio Machado.

PASSADO INDÍGENA
E NORDESTINOS

A partir da década de 1950, local em que historicamente fazia parte da territorialidade do povo Arara (Karo Tap), conta a professora doutora em educação Maria Isabel Alonso Alves, da Universidade Federal do Amazonas, Unidade de Humaitá.

Ela lembra que, 1930 a 1950, apesar da presença não indígena na região, não havia uma intensificação de políticas regionais destinadas tanto para a compreensão das diversas situações indígenas, como também para garantir uma ocupação não indígena ordenada.

“As narrativas sobre o processo de ocupação da Amazônia Ocidental, especificamente na região onde hoje é Ji-Paraná, são compostas de versões, ainda viva nas memórias, tanto de seringueiros, como de indígenas”, apurou Maria Isabel Alves.

Segundo ela, levantamentos orais com seringueiros aposentados que trabalharam na região, bem como de indígenas, ajudam a compreender esse processo colonial. “Depoimentos de nordestinos que chegaram à região amazônica no
período de expansão econômica e territorial por causa da extração da seringa e também de indígenas que vivenciaram parte desse processo, e a partir de seus olhares construíram a organização social e estrutural da cidade de Ji-Paraná a partir da década de 1950, local em que historicamente, fazia parte da territorialidade do povo Arara (Karo Tap).

Seringueiros disseram-lhe que era comum a captação de pessoas no nordeste brasileiro para envio em missão na Amazônia com a finalidade de trabalhar nos seringais da região. Também narraram como era a organização espacial e social nas décadas de 1950 e 1960, período em que chegaram ao futuro município, levando em consideração que o processo de ocupação e transformação da cidade de Ji-Paraná foi intensificado a partir da segunda metade
do século XX.

Foto do por sol tirada por João Paulo na tarde desta segunda-feira 11/10, na avenida Brasil.

NÚMEROS

Dez estabelecimentos bancários somaram, em 2020, R$ 289,3 milhões em depósitos a prazo; R$138,8 milhões à vista; e R$ 426,5 milhões. As operações de crédito totalizavam R$ 1,16 bilhão.

O rebanho bovino do município é de 393,5 mil cabeças; 22,1 mil é o total de vacas ordenhadas, com a produção de 32,07 mil litros de leite. Mais:

► Estabelecimentos agropecuários: 215,3 mil hectares
Áreas de proprietários rurais: 208,6 mil hectares
► Áreas de parceiros: 708 ha
► Áreas de arrendatários: 2.858
► Áreas destinadas à preservação permanente ou reserva legal: 28,2 mil ha
► Milho: 1.012 ha de colheita, com 2.024 t e rendimento médio de 2 t/ha
► Arroz em casca: área colhida, 320 ha. Produção: 576 t/ano, com rendimento médio de 1,8 t/ha
► Feijão: área colhida, 580 ha, quantidade produzida, 348 ha, com a média de 600 kg/ha

Foto Marco Bernardo

Fonte: Assessoria

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