A realização da Copa América no Brasil incomoda os jogadores da seleção brasileira e provoca desgastes na comissão técnica, o que pode resultar na saída do técnico Tite da equipe. A insatisfação gerou um novo foco de crise nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que também enfrenta uma denúncia de assédio sexual e moral contra seu presidente, Rogério Caboclo.O que está acontecendo: uma funcionária da CBF formalizou hoje no Conselho de Ética da entidade uma acusação contra Caboclo. Ela afirma ter sido constrangida com perguntas de cunho sexual e com histórias criadas pelo presidente de relacionamentos entre ela e outros funcionários.

Segundo o colunista Lauro Jardim. Caboclo foi gravado em ao menos duas ocasiões, e o tom de assédio sexual nos áudios é incontestável: “Você se masturba?”, perguntou o presidente da CBF em um dos diálogos.

O comando da CBF tomou conhecimento da acusação e dos diálogos. Houve negociações para a renúncia de Caboclo, que resistiu à ideia.

Em paralelo: outra crise foi instalada na CBF com a ação da entidade na transferência da Copa América para o Brasil. Os jogadores da seleção brasileira, que está disputando as Eliminatórias da Copa, debatem internamente se vão participar do torneio. O técnico Tite deu a entender que compartilha da posição dos atletas, e, na CBF, há expectativa de que ele possa pedir demissão depois do jogo contra o Paraguai, na terça-feira. O nome de Renato Gaúcho passou a ser comentado como alternativa.

Em foco: Tite se tornou alvo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais após dizer que jogadores e comissão técnica estão insatisfeitos com a mudança da Copa América.

O que foi dito: o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não haverá exigência de vacinação dos atletas e das comissões dos países que disputarão a Copa América, a partir do dia 13.