Caminhões tanque iniciam paralisação em pelo menos três estados

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Para redução do preço dos combustíveis, categoria resolveu se antecipar à greve dos
caminhoneiros, organizada para 1º de novembro

Desde a madrugada desta quinta-feira, 21, associações que representam
caminhoneiros transportadores de combustíveis, também conhecidos como
caminhões tanque, iniciaram a paralisação de suas atividades. Entre elas, estão o
Sinditanque-MG, Sinditanque-SP e a Associtanque-RJ que, somados, representam
mais de 3 mil motoristas de caminhão. Não há pontos de bloqueios em estradas. Há
ainda adesão das associações de Goiás, Bahia e Espírito Santo.

“O motivo é o alto valor dos combustíveis, óleo diesel, gás, gasolina e etanol. Não
aguentamos mais colocar os caminhões para rodar com estes preços”, disse à VEJA
Sandro Gonçalves, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de
Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sinditanque-SP). A
pressão se dirige principalmente para que haja redução na cobrança de impostos
estaduais e federais sobre os produtos.

“O óleo diesel hoje está representando quase 70% do valor do frete e transportadoras
históricas no estado estão quebrando, não aguentam mais trabalhar. Pedimos a
sensibilidade do governo, mas o governo não está se importando com essa categoria
que hoje carrega mais de um terço da economia do estado. Estamos com os braços
cruzados até que o governo se sensibilize”, disse em vídeo Irani Gomes, presidente
do Sindtanque-MG.

Em Minas Gerais, 800 caminhões estão parados no Distrito Industrial Paulo Camilo
Sul, em Betim. Eles se posicionaram nas portarias da BR Distribuidora, ao lado da
Refinaria Gabriel Passos (Regap), e das principais distribuidoras de combustíveis,
como Shell, Ipiranga e Ale. Viaturas da Polícia Militar estão acompanhando a
manifestação, que transcorre de forma pacífica. Em São Paulo, a paralisação ocorre
próxima a refinaria de Paulínia (Replan), que corresponde a 20% de todo o petróleo
refinado no país.

Já no Rio de Janeiro as bases de abastecimento em Campos Elíseos que abastecem as
principais distribuidoras foram bloqueadas pelo movimento. O Sindicato do
Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do
Município do Rio de Janeiro informou que fechou as unidades para evitar
depredações. “Os postos revendedores do Rio seguem aguardando a normalização
das entregas para poderem atender a sua clientela até o fim de semana”, afirmou o
sindicato.

A decisão de iniciar a greve foi tomada apesar de um movimento mais amplo ter sido
anunciado para o dia 1º de novembro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Transportes e Logística (CNTTL), pelo Conselho Nacional do Transporte
Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira de Condutores de Veículos
Automotores (Abrava), com apoio das Associações de caminhões tanque

Fonte: Por Luisa Purchio - Veja

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